Mostrar mensagens com a etiqueta "Cofre Aberto". Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta "Cofre Aberto". Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de maio de 2016

"Morada Aberta" - um leitor escreve

 

Viva feliz, viva sem medos! Viva LIVRE!


Por conta do desconhecimento da imortalidade da alma e dos mecanismos da mediunidade, muita gente ainda passa um mau bocado.

As expressões populares do "cofre aberto" ou da "morada aberta" ainda causam receios, como tudo o que é desconhecido. Quem protagoniza fenómenos mediúnicos oscila entre crer-se vítima de uma espécie de "doença", ou senhor de um "dom" especial.

Nem uma coisa nem outra. A mediunidade é natural, ocorre a qualquer pessoa, independentemente do género, idade, nacionalidade, etnia, religião, crenças particulares. A mediunidade é um fenómeno orgânico.

O Espiritismo não inventou a mediunidade, que é tão antiga como o ser humano. O Espiritismo foi a primeira corrente de pensamento que estudou a mediunidade de forma racional, sem preconceitos nem temores supersticiosos.

A seguir, a transcrição da carta electrónica de um leitor, uma entre tantas que recebemos. Se se passa consigo algo de semelhante, as boas notícias são: há esperança. Não é preciso pagar a ninguém, não é preciso tornar-se adepto de nenhuma religião ou filosofia, não é preciso passar por quaisquer situações bizarras ou assustadoras.

  
ola meus senhores ja por varias vezes me disseram que tenho a morada aberta e nao sei o que fazer ultimamente tenho passado por alguns momentos que nem queria acreditar e depois de ter corrido toda a medicina possivel uma medica me disse que teria que percorrer outros caminhos paralelos a medicina e isso deixou me um pouco assustado com o que me tem acontecido ultimamente pois tanto os meus pais como a minha mulher dizem que eu quando adormeço falo com a voz do meu avo materno a pedir que lhe façam a vontade de o tirarem de onde se encontra e os seus bens serem divididos pelos seus filhos em partes iguais para que possa descansar em paz peço que me ajudem pois a minha vida tem andando para tras e nem consigo ir trabalhar uma grande parte dos sintomas aqui referidos eu tambem os sinto inclusive os arrotos que nao me largam o dia inteiro e ja nao consigo ter uma noite de sono seguida pois ta sempre alguem a me pedir para o ajudar se alguem me puder ajudar agradecia que me enviasse um e-mail para (...) desde ja o meu muito obrigado a todos.


Olá,

Obrigado pela confiança que deposita em nós.

O que se passa consigo é perfeitamente natural. Nada há a temer. Acontece todos os dias a milhares e milhares de pessoas em todo o mundo.

Na nossa sociedade, em que a maior parte das pessoas não acredita que a vida continua, quem experimenta esses fenómenos tem ainda algum receio de contar, porque podem chamar-lhe louco ou ou mentiroso. Mas quem passa por elas, sabe que é verdade.

Fez muito bem em passar pela Medicina primeiro, pois podia tratar-se de alguma complicação psicológica. E a sua médica está de parabéns, pois demonstrou ter mente aberta e não ser orgulhosa.

O que lhe aconselhamos é o seguinte:

1 - Não pague 1 tostão seja a quem for que prometa resolver-lhe esse problema. Não faltam infelizmente por aí oportunistas que se aproveitam desses casos e receitam mezinhas caríssimas e que nada resolvem. Também há pessoas sérias e bem intencionadas, mas há sempre o risco de cair nas mãos de algum charlatão sem escrúpulos.

2 - Confie em Deus, que tudo se resolverá, e comece desde já por orar. Não é preciso ser Pai-Nosso, Avé-Maria ou o terço. Orar é falar com Deus. Peça a Deus que ampare o seu avô.

3 - Se achar por bem, juntamente com os outros herdeiros, poderão dividir a herança em partes iguais, já que parece ser essa a vontade do seu avô. Mas essa é uma decisão que só a vós cabe. A vossa consciência ditará o que deverão fazer. O seu avô não morreu, porque ninguém morre. Ele simplesmente deixou o corpo físico. Continua a ser a pessoa que era.

4 - Diga-nos, sff, em que região do País mora (não é preciso a localidade, basta ser por exemplo região de Lisboa, ou Porto, ou Algarve, ou Oeste, ou Coimbra, etc..). Poderemos então indicar-lhe uma associação espírita onde poderá ser melhor esclarecido e onde farão todo o possível para o ajudar.

Também pode dar uma vista de olhos nesta página.

Importante: as associações espíritas não cobram dinheiro, não aceitam presentes, não vendem qualquer tipo de mezinhas ou receitas, e não implicam qualquer tipo de compromisso. O Espiritismo é um movimento humanista sem fins lucrativos.

Onde aceitarem dinheiro, presentes ou onde houver práticas estranhas que choquem com o bom-senso, não há Espiritismo.


Abraço!

Um Caso de Todos os Dias


ola.desde criança que me sentia demasido difrente das outras crianças. nao conseuia ter maldade nem odio com as pessoas normais.. ate que começei a ver vultos,espiritos,ouvir vozes constantemente( a pedir-me ajuda.. a gritarem pelo meu nome).. passo a noite a ter pesadelos,adivinhar coisas que vao aconteçer,, soube a pouco tempo que tinha a morada aberta.. e ando sempre com dores, de cabeça tambem. e uma energia quente a sair-me do corpo. sempre com arrepios.sonho com demonios...e um dia enervei-me e os meus olhos mudaram de cor.. o castanho ficou vermelho... alguem me consegue explicar isto.. passo metade do ano quase sem dormir pois durante a noite espiitos tocam-me,sufoca-me ao ponte de ver a luz a rodear-me.. peço so que se alguem sabe algo me consiga explicar. quem sou eu???


Olá amigo,

Desculpe a demora na resposta, que se deve a que nós, espíritas, temos todos as nossas profissões, e só nas horas vagas nos dedicamos ao estudo, divulgação e assistência ao próximo, no âmbito da nossa crença.
A sua mensagem é um exemplo entre os muitos que todos os dias cruzam a porta das associações espíritas por todo o mundo.

Não é de agora que essas coisas acontecem. A literatura de todas as épocas e de todo o mundo refere casos semelhantes. Os cientistas que só acreditam na matéria teimam que tudo isso são apenas perturbações psicológicas, que tudo é imaginação ou desorganização mental temporária.

E por vezes é. Por isso aconselhamos sempre as pessoas a consultarem um psiquiatra ou um psicólogo clínico, de preferência com conhecimentos de psicologia transpessoal. Essa corrente da psicologia admite que existem inteligências sem corpo. E o que são inteligências sem corpo? Nada mais nada menos do que pessoas como nós, que já viveram na Terra, cujo corpo já morreu, mas que estão tão vivas como nós.

Nós chamamos-lhes Espíritos. Os Gregos, ao traduzirem a Bíblia, usaram o termo "daimon" para designar os Espíritos, pois "daimon" significa Espírito, em Grego. Já o filósofo Sócrates falava da imortalidade da alma e dos "daimon", dos Espíritos, ou Génios.

Na tradução do Grego para o Latim, a palavra "daimon" foi convertida em "demónio", e ao princípio, no linguajar popular, designava indistintamente os bons e os maus Espíritos. Com o uso, o termo "demónios" passou a designar os maus Espíritos.

Ora vejamos esta passagem bíblica:

A cura de um menino 

LUCAS 9.37-43a

No dia seguinte eles desceram do monte, e uma grande multidão veio se encontrar com Jesus. Aí um homem que estava no meio do povo começou a gritar: - Mestre, peço ao senhor pelo meu filho, o meu único filho! Um espírito mau o agarra, e, de repente, o menino dá um grito e começa a ter convulsões e a espumar pela boca. O espírito o maltrata e não o solta de jeito nenhum. Já pedi aos discípulos do senhor que expulsassem o espírito mau, mas eles não conseguiram. Jesus respondeu: - Gente má e sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de agüentá-los? Então disse ao homem: - Traga o seu filho aqui. Quando o menino estava chegando, teve um ataque, e o demônio o jogou no chão. Então Jesus deu uma ordem ao espírito mau, curou o menino e o entregou ao pai. E todos ficaram admirados com o grande poder de Deus.

Na nossa opinião, nem sempre casos como o seu (que são de todos os dias e não são para espantar ou ter medo, repetimos), se devem a qualquer perturbação psíquica passageira.

Nós chamamos a esse processo obsessão. A obsessão é a acção negativa, perturbadora, desagradável, de um mau Espírito sobre uma pessoa. Não é nada que não se possa resolver. E depende de si resolvê-lo.

O primeiro conselho que lhe damos é que se afaste de negociantes que prometem curas milagrosas por meio de magias, que receitam defumadouros e velas, que mandam as pessoas roubar água benta das igrejas, que vendem chaves para as pessoas usarem ao pescoço e prometem "fechar o cofre". Há pessoas nessas áreas que são bem intencionadas, mas de um modo geral o objectivo desses procedimentos é extorquir dinheiro a quem se acha apoquentado e não olha a despesas para se ver livre do que o aflige.

Jesus, como se vê no texto acima, tinha autoridade moral para que os maus Espíritos se retirassem de imediato. Não cobrou, jamais, um tostão que fosse, e recomendou aos Apóstolos que fizessem o mesmo, dando de graça o que de graça receberam. Não recorra a esse tipo de negociantes, pois perde o seu dinheiro e fica na mesma.

Se tem uma religião, fale com o sacerdote da sua religião, que não lhe vai cobrar nada e terá melhores resultados de certeza.

O Espiritismo não é uma religião tradicional. Em casos como o seu, fazemos como faziam os Primeiros Cristãos e como Jesus fazia e recomendou fazer: orar e vigiar.

Orar é pedir ajuda a Deus, por palavras suas, com fé e simplicidade.

Vigiar é analisar o seu comportamento, as suas palavras, acções e pensamentos, para que se torne uma pessoa cada vez melhor.

Parecerá pouco, à vista das rezas complicadas dos médiuns-comerciantes, das mezinhas dos magos de pacotilha. Mas é o que o próprio Jesus fazia.

Se for aceitável para si, recomendamos que se dirija a uma associação espírita e apresente o seu caso em particular. As associações espíritas prestam os seus serviços de forma rigorosamente gratuita e sem compromissos, tal como faziam as primeiras comunidades cristãs, que também lidavam com casos como o seu.


Os recursos das associações espíritas em caso de obsessão são:
- o já referido "orar e vigiar"

- o esclarecimento (dos Espíritos ignorantes e de quem lhes sofre a influência)

- o passe (transferência de energias, à semelhança da imposição das mãos que Jesus e os Apóstolos faziam)

Veja também o Curso Básico de Espiritismo, que pode ser feito numa associação espírita ou pela Internet, nesta página:
Como todos os serviços espíritas, é gratuito e sem compromissos. Não se destina a formar espíritas, mas sim a informar quem queira saber mais. É um estudo sistematizado da obra "O Livro dos Espíritos". Pode fazer o download desse livro.

Tome em atenção que os espíritas não se anunciam nos jornais; que nem todas as associações que ostentam o nome de espíritas o são (há oportunistas em todo o lado); e também que os Centros de Ajuda Espiritual nada têm a ver com Espiritismo.

Veja sff o site da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, para encontrar associações espíritas: aqui. Se preferir diga-nos em que região mora, para que lhe indiquemos uma associação espírita perto de si.

Não duvide, nem por um instante, de que a cura está ao seu alcance. Jesus, a quem chamaram o Grande Médico das Almas, deixou claro que a paz e a felicidade estão ao alcance de todos. Ele curou e mandou curar. Confie em Deus, como Jesus confiava, e estará aí o princípio do fim dos seus padecimentos. Não amaldiçoe também quem lhos causa, pois ninguém é perfeito. Perdoe.

Post-Scriptum:

Recebemos também esta mensagem:

Bom dia, Meu nome é Edson (...), sou médium clarividente, vejo espíritos desde criança e tive uma infância meio conturbada pelo fato de ter essa mediunidade (...). Estamos com uma dificuldade em relação a uma nossa amiga chamada E., que está sofrendo uma grande obsessão e faz aproximadamente três meses que não alimenta e não toma água e desde o começo está sendo acompanhada por um médico psiquiatra (...) sem sucesso. Há doze dias, está internada no Hospital (...). Posso ve-lo (obsessor), falar com ele mas ele não responde as minhas perguntas, A aparencia dela (uma mulher) é de um espírito muito magro, sofrido e endurecido. Devido ao enorme sofrimento da E., ela já não está acreditando em quase nada e por isso está dificultando a nossa ajuda. Gostaríamos de pedir, por caridade, a ajuda de vocês, pois sabemos que para os benfeitores não há barreiras e nem distância para ajudar a nossa irmã. Gostaríamos, se possível, de uma orientação e que nos ajudasse a ajudar esse espírito endurecido e a nossa querida E.. Pedimos, também, que o nome da E. seja colocado na lista de oração para que possa nos ajudar a orientar esse espírito endurecido e aliviar o teste da E.. Em momentos de crise, a E. tenta se destruir e após a crise que dura mais ou menos uma hora, a E. não recorda de nada. Por fazer pouco tempo que sou trabalhador da Casa Espírita posso estar enganado mas eu penso que nos momentos de crise não seja a E. e sim esse espírito que se manifesta através dela. Queríamos pedir, se possível, que vocês pedissem para que um de seus benfeitores de sua casa pudesse nos orientar após seus trabalhos de ajuda a nossa amiga. Desde já agradecemos e rogamos a Deus para que ilumine a todos . Edson

Amigo Edson,

Podem contar com as nossas humildes preces. A Deus nada é impossível. A E. está bem acompanhada em termos médicos e espirituais, mas as preces são sempre bem-vindas.



Carta de França


 


»»» Olá,

»»» Vou responder no meio da tua mensagem, ok?

Ola,

Desde ja obrigado por ter respondido as minhas perguntas e pesso desculpa pelos erros ortograficos que fiz na minha primeira menssagem
.

»»» Não faz mal os erros, eu devo dar muitos mais erros a escrever em Francês :)

Depois de esse dia que a senhora veio la a casa e que algo se manifestou em mim sinto mais vontade de ir à missa, rezar e aprender mais sobre esto assunto que me acompanhou a vida toda.

»»» Se sentes vontade de ir à missa, deves seguir o que a tua religiosidade te dita. O Catolicismo não aceita muito bem a Doutrina Espírita, mas nós aceitamos todas as outras, e encorajamos toda a gente a seguir a religião de que mais goste.

O meu proprio pai tinha a "morada aberta" mas foi fechada por um padre aos seus 12 anos por ter muitos problemas durante a noite e nao so.

»»» Se resultou, ainda bem. O importante é que o teu pai tenha tido o alívio que buscava.

Sim, eu sinto a presença de alguem mesmo cuando estou sozinho por vezes ouço barulhos estranhos . Por exemplo nessa casa onde vivo em portugal , eu estava um dia à tarde sozinho e no cuarto ao lado ouvi "alguem" a saltar em cima da cama durante um minuto e depois comecou a saltar mais devagar até ao ponto que parou e senti a sua presenca a entrar no meu cuarto . Eu tinha a certeza que estava la alguem , é como se olha-sse para mim. Sim, fiquei um pouco assustado , por isso fui para a cozinha e disse , "Se esta aqui comigo alguem que me deiao um sinal" E ai ouvi um barulho mesmo a frente dos meus pés como se estivessem a rastejar deitados no chao, mas nao via nada, fui entao para fora e esperei os meus pais .

»»» São fenómenos que acontecem com quase toda a gente, numa altura ou noutra da vida. Como te expliquei, nós acreditamos (e temos razões científicas para isso), que o ser humano sobrevive à morte do corpo. Por isso, quando algum Espírito se manifesta, não achamos que seja nada de assustador ou sobrenatural. Mas às vezes pode ser incómodo, concordamos...

Uns dias antes de a senhora vir a minha casa ( eu ainda nao sabia que iamos a casa dela ) eu tinha um pressentimento na minha cabeça, d'um momento para o outro comecei a pensar em exorcismo. So me vinha essa palavra a cabeça, como se me dissessem mesmo que ia ser exorcisado. Mas como é esto possivel se me tinhao fechado a morada ?

»»» O conceito de exorcizar, é mandar um Espírito embora através de rituais, palavras sacramentais, etc.. Há Espíritos que acreditam nisso e vão mesmo embora. Outros, não. Os exorcismos, na nossa opinião, podem resultar se os Espíritos sentirem temor ou respeito por quem exorciza. O que conta, para nós, é o esclarecimento da pessoa que sente os Espíritos, a sua mudança interior (tornar-se melhor pessoa), e o esclarecimento do Espírito que esteja a incomodar. Não praticamos, por isso, qualquer tipo de exorcismos. Preferimos o amor ao próximo.

A senhora disse-me tambem que se eu tivesse o meu guia veria tudo isso que ouço . Ela avisou tambem os meus pais que se eu tivesse medo para comprar uma chave de oura para meter ao pescoço, por isso vamos ver como me adapto este ano.

»»» O Guia (a que as religiões chamam Anjo da Guarda), jamais nos abandona, podes estar descansado. Quanto à chave para usar ao pescoço, nós não damos importância a amuletos, nem a rituais, nem a nada disso. Achamos que não adianta nem atrasa, mas respeitamos quem assim não pense.

Cada dia que passa , pouco a pouco começo a sentir difereças , pequenas mas mais coisas começao a manifestarem-se a minha volta.Gostaria muito frequentar o Curso Básico de Espiritismo e gostaria saber um pouco mais a que é que este curso consiste. Gostaria se saber mais sobre esto mas estou em frança .

»»»O Curso Básico de Espiritismo pode ser feito numa associação espírita ou pela Internet, nesta página:


Como todos os serviços espíritas, é gratuito e sem compromissos. Não se destina a formar espíritas, mas sim a informar quem queira saber mais. É um estudo sistematizado da obra "O Livro dos Espíritos". Podes fazer o download desse livro.

Tenho uma pergunta, a senhora falou-me do guia, porque verei mais coisas com o guia e por que é que ele me protege ? ( Lembro que a senhora o trousse de volta e disse que eu tinha uma muito boa proteçao que me protegia a mim do mal e à minha familia . )
Disse tambem que poderia chegar a um ponto que poderia dizer coisas que nao poderia saber e que poderia ajudar pessoas como ela ajuda. Estou muito interessado em saber as respostas às minhas perguntas.

Tenho 16 estou a virar homem , isso muda alguma coisa? ( a senhora falou nisso mas nao percebi muito bem. )


E possivél que chegue a um ponto que possa cumunicar com o meu guia ?

»»» O facto de se ter esse tipo de percepções (ouvir, sentir ou ver os Espíritos), não significa que tenhamos uma missão especial, ou que essa faculdade nos torne diferentes das outras pessoas. Até porque pode desaparecer de um dia para o outro. Ninguém que é médium hoje, pode garantir que o será amanhã. Há muitas ideias equivocadas acerca disso.

Sobre comunicares com o teu Guia, isso é fácil. Basta que ouças a voz da tua consciência. O nosso Guia é sempre um Espírito elevado. Não se faz notado, é discreto. Se lhe pedirmos a chave do Euromilhões, ele não a vai dar, pois não é a sua missão :) Mas se lhe pedirmos bons conselhos para a nossa vida, as ideias mais tarde vão acorrer-nos ao cérebro. Daí Jesus ter dito:
 
"Pedi e obtereis. Batei e abrir-se-vos-á".

Obrigado pela tua reposta que esclareceu muitas duvidas.

»»» Já passei pelo mesmo, quando tinha a tua idade. Fico feliz por poder ser útil, caro amigo. Espero que, através do esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona, essas percepções deixem de te incomodar e que as desagradáveis desapareçam. Podes ir com os teus pais a uma associação espírita (vê o site que te enviei) e fazer também um pedido de ajuda para o teu caso.

Abraço,

Abraço.

11.9.10

sábado, 14 de maio de 2016

"A Tarde é Sua"



A TVI e o programa da encantadora Fátima Lopes, "A Tarde é Sua", dedicaram uma emissão a esclarecer o público sobre o mal compreendido fenómeno do eclodir da mediunidade.

Vimoa a primeira convidada, uma rapariga a quem a Medicina não conseguiu determinar a causa de muito mal-estar e muito sofrimento. O que não é para admirar, pois a Medicina que temos ainda considera o Homem como corpo, apenas. Ora se nós somos corpo e Espírito, o que não tem causa no corpo passa ao lado da maior parte dos médicos.

Como é habitual nesses casos, a rapariga e o dedicado namorado correram os médiuns comerciantes em busca do alívio para o "cofre aberto".

(Fazemos aqui um parêntesis para lembrar que temos neste blog já 14 artigos sobre o chamado "cofre aberto", aos quais pode aceder clicando aqui)

Partiu-se-nos o coração o relato da crueldade dos "vendedores de milagres", que exigiram avultadas quantias aos dois jovens, em troca de uma prometida libertação. "Ou me pagas 350 euros ou ela morre", terá dito um deles, se bem entendi. Triste, muito triste...

Terão então andado a pagar por promessas vãs. Gastaram o dinheiro que lhes custou a ganhar e ficaram na mesma, desenganados e traídos!

Lembrá-mo-nos inevitavelmente do episódio bíblico de Simão, o Mago, que queria comprar aos Apóstolos de Jesus o dom de curar e de expulsar demónios. Esse Simão o Mago foi severamente repreendido pelo Apóstolo Pedro, que por sua vez tinha sido instruído por Jesus para dar de graça o que de graça recebeu.

Desde sempre existiram, e existem em todos os cantos do mundo, pessoas dotadas de capacidades paranormais. Em Portugal são ainda conhecidas por "mulheres de virtude", as senhoras que desde há milhares de anos receitam o chazinho de ervas, "endireitam o bucho" aos meninos, encaminham os Espíritos maus. Não é a essas que nos referimos. Essas, se aceitam dinheiro, fazem-no de boa-fé. O homem que anda a trabalhar na fazenda, a quem vão chamar para endireitar o braço de uma pessoa que o deslocou, e aceita uma pequena gratificação pelo seu dom de "endireita", também não é a esse que nos referimos.

Não é o astrólogo, ao cartomante, o lançador de búzios, o quiromante, o praticante honesto das chamadas "artes de adivinhação", sobre as quais nada entendemos e não temos por isso autoridade moral para nos pronunciarmos. Quem se dedica com honestidade a essas áreas, tem um preçário, tanto quanto sabemos. Quem crê em Astrologia e manda vir um mapa astral emoldurado, pelo Correio, paga um artigo que voluntariamente quis comprar. Não é portanto a essas pessoas que nos referimos.

Não é o padre, o pastor protestante, o sacerdote de qualquer religião, que todas elas têm as suas abordagens destes casos - e que muito respeitamos. Os padres e os pastores protestantes, dignos e honestos, não prometem miragens nem exploram quem sofre. Fazem o que está de acordo com as suas convicções, e se porventura cobram alguma coisa, não arruínam as pessoas, com toda a a certeza. Não é esses também que nos referimos.

Referimo-nos a quem tem banca montada, e se dedica a prometer aos aflitos coisas que não pode cumprir. Hoje um defumadouro, amanhã umas velas, depois uns amuletos, mais tarde uns banhos de descarga, a promessa de uns rituais, a promessa de "cura" sempre adiada... e que nunca se cumpre!

Alguns dizem que trabalham gratuitamente, mas (coitados...) têm que cobrar dinheiro pelos materiais de que necessitam para fazer os tais rituais "libertadores". Como os tais rituais costumam incluir o sacrifício de um rebanho de cabras inteiro (valha-nos Deus!), facilmente se imagina o dano que causam na carteira e na saúde de quem os procura.

Falamos de pessoas que sabem perfeitamente que nada conseguem, mas que não têm escrúpulos em se aproveitarem do desespero e do sofrimento de quem os procura, em último recurso. Conforme relatou o namorado da rapariga, quando o cliente se farta e começa a exigir resultados, os magos de vão de escada deixam de atender o telefone, e viram as costas àqueles a quem prometeram mundos e fundos.

Entendemos que é dever moral aconselhar as pessoas a confiarem no seu líder espiritual (seja ele um padre, um pastor ou outro), a confiarem no seu médico, eventualmente a confiarem no seu centro espírita, e a terem muito cuidado para não caírem no "conto do vigário".

Há sempre esperança para quem sofre. E a esperança está acima de tudo em Deus - não nas mãos dos que praticam a simonia, o comércio de coisas que merecem respeito especial, das coisas da alma. Cuidado, pois, com os charlatães!


 

Já perdemos a conta das pessoas que viram o programa e resolveram dar um passo longamente protelado ou que desconheciam que podia ser dado: aproximarem-se de uma instituição espírita. 

Foram muitos os telefonemas, as abordagens na rua, as cartas e as mensagens electrónicas dirigidas à associação espírita onde colaboramos.

Achamo-nos como que num hiato, em termos históricos. Durante milhares de anos, as pessoas tinham uma ideia difusa de que os Espíritos dos mortos sobreviviam à aniquilação do corpo físico. Desde os tempos das cavernas que a relação entre o mundo espiritual e o mundo material faz parte do dia-a-dia.

Ainda hoje podemos observar essa relação, nas sociedades tribais. Não se conhece nenhuma nação tribal que não tenha como dado adquirido que existe um mundo espiritual que continuamente se sobrepõe ao mundo material e com ele estabelece relações.

Os xamãs - pessoas dotadas de mediunidade ostensiva e que põem as suas faculdades ao serviço da comunidade - colmatam nesses povos a ausência de facilidades como a Medicina. Por isso, se alguém adoece, são eles que entram em transe e interrogam os Espíritos sobre o tratamento adequado. São eles que aconselham os líderes e são eles que encaminham os Espíritos que teimam em incomodar os vivos.

Os xamãs não são exclusivo de povos tribais. Encontramo-los, com outros nomes, em todas as Sociedades. Longe das grandes cidades, as pessoas admitem com naturalidade que procuram um curandeiro ou uma mulher de virtude para curar um mal físico que os médicos não conseguem determinar, ou para afastar um mau Espírito que anda a arreliá-las.

Durante a Idade Média, na Europa, as religiões predominantes moveram uma caça impiedosa a essas pessoas, apelidando-as de diabólicas. Muitas foram queimadas nas fogueiras da Inquisição, após vidas longas de bons e leais serviços à comunidade. A maior parte anónimos, alguns famosos. Joana D'Arc, a donzela heroína que guiou os exércitos franceses, recebia as suas instruções das "vozes" que ouvia. Após a vitória da França, o clero (sempre cioso do seu papel exclusivo de intermediário entre Deus e os Homens), mandou queimar viva Joana D'Arc. Porque chegou à conclusão de que era o Diabo que lhe falava. Mais tarde achou que afinal era Deus, e elevou-a aos altares.

Joana D'Arc, como tantas pessoas, não falava com o Diabo nem com Deus. Joana D'Arc possuía em elevado grau a faculdade mediúnica.

 

Mas o advento da Razão, o Século das Luzes, o progresso das Ciências, nem por isso vieram tornar mais compreendidas pessoas como Joana D'Arc. Relegando para o campo da fábula tudo o que não pudesse ser pesado, medido, visto ao microscópio ou ao telescópio, a mentalidade materialista passou a classificar pessoas como Joana D'Arc como loucas.

E esse é um dos dramas dos que vêem, ouvem, ou sentem de alguma forma o mundo espiritual. Estão entre dois fogos. Por um lado, as pessoas fogem deles, achando-os suspeitos de coisas "sombrias". Por outro, consideram-nos malucos e enchem-nos de sedativos, procurando fazê-los crer que as experiências que vivem são fruto da imaginação. Como se alguém se pudesse comprazer em tal coisa, que tantos problemas lhe traz, dada a incompreensão que existe.

Os aventureiros e oportunistas sem escrúpulos, têm na mediunidade descontrolada um a verdadeira mina de ouro. Diagnosticar "cofres abertos" e receitar quinquilharias para os "fechar" é um negócio apetecível para quem é desprovido de consciência. Defumadouros, velas, banhos de descarga, novenas, rezas especiais, amuletos, fricções no corpo, mais as consultas e as limpezas de auras, e um sem número de produtos fantasistas e terapias absurdas, são aplicados sem qualquer espécie de êxito. 

Quem é burlado está demasiado devastado pelo desapontamento, e tolhido pela vergonha. Não reage. Só quer esquecer. Só quer curar-se. Porque julga estar doente.

O "Cofre Aberto" - E o Espiritismo?



Que resposta dá a filosofia espírita, em termos práticos, a quem a procura por causa do fenómeno popularmente conhecido como "cofre aberto"?

Em primeiro lugar, no Espiritismo não se usam essas expressões (cofre aberto, corpo aberto, morada aberta, etc.). São expressões populares e legítimas, que respeitamos, mas que não usamos porque sugerem crendices que recusamos. 

É frequente, por exemplo, ver-se pessoas com uma chavinha ao pescoço, "receitada" por um mago-vidente-médium. A simbologia é clara: a chavinha serve para "fechar o cofre". Estamos portanto no campo do ritual, da Magia, que nada tem a ver com uma filosofia racional como é o espiritismo. Muito menos tem a ver, se pensarmos que essas chavinhas e outros amuletos, rituais e benzeduras para "fechar cofres", foram vendidos. E o no Espiritismo não há absolutamente nenhum tipo de cobranças! Nada de confusões, portanto...

A sensação de desamparo, de descontrole, de confusão, que o desabrochar da mediunidade por vezes provoca, é vista pelo Espiritismo como um fenómeno normal. Uma vez determinado que se está perante um desses casos (e não perante uma perturbação de saúde, que será sempre encaminhada para a Medicina), o que se faz no Espiritismo é esclarecer e consolar. É essa a missão dos centros espíritas.

Como se esclarece?
Conversando, assistindo a palestras, estudando Espiritismo. Os centros espíritas costumam oferecer o curso básico de Espiritismo e o curso de estudo e educação da mediunidade.

Como se consola?
Como Jesus fazia, pela palavra amiga, pelo carinho, pelo convívio fraterno. Para qualquer cristão, Jesus é o modelo a seguir. O passe e a fluidoterapia inserem-se neste campo. Não são práticas médicas, mas são saudáveis.
Haverá centros espíritas que funcionam bem, e outros que não. Cada pessoa pode e deve procurar uma associação espírita que lhe inspire confiança e onde se sinta bem. No site da ADEP há uma lista dos centros espíritas existentes em Portugal.

Atenção: existem actualmente instituições e pessoas que usam indevidamente a qualificação de espíritas. São os médiuns comerciantes que se anunciam às vezes como "médiuns espíritas", ou que declaram "trabalhar" sob a supervisão de centros espíritas. Absolutamente falso!

Há também grupos que, por desconhecimento ou jogada de "marketing", se intitulam centros espíritas, e o que praticam nada tem a ver com Espiritismo.

Finalmente, uma nota: o Espiritismo nada promete, nem "curas" nem resoluções de problemas. O Espiritismo pretende ajudar cada um a ajudar-se a si mesmo, dentro do princípio cristão de amor ao semelhante. O Espiritismo tão pouco se arroga alguma primazia, neste assunto como em qualquer outro. Certamente que haverá outras opiniões sérias acerca do mesmo. O nosso objectivo é esclarecer, dentro das nossas capacidades, e dentro dos limites da nossa filosofia, procurando combater o obscurantismo, e o oportunismo de quem faz fortuna à conta das aflições alheias.


O "Cofre Aberto" - Mediunidade não é doença


Recordamos o que é, na nossa concepção, o "cofre", ou o "corpo" ou a morada "abertos":

É o eclodir da mediunidade, ou seja, da capacidade de sentir e percepcionar realidades que estão para além do alcance dos cinco sentidos.

Convém que se pergunte:

- Se se trata de algo natural, como o Espiritismo defende, porquê tanta gente reportar mal-estar, por vezes bastante agudo?

Vamos servir-nos de uma pequena comparação. Imaginemos uma telefonia bem sintonizada. Quem sabe sintonizar as diferentes estações, roda o botão e sintoniza na que deseje ouvir, liga e desliga o aparelho sempre que lhe agrade, e sobretudo, quem sabe o que é uma telefonia, não se assusta por causa de uma "caixa" de onde saem sons!

É o que se passa nas primeiras manifestações da mediunidade. De um blog não espírita recolhemos e transcrevemos parte de um depoimento que ilustra bem o que afirmamos:

"Cofre aberto

Tenho-me afastado da mediunidade, pois esta afecta a minha vida, mas com o sucedido, esta que estava latente voltou em força e as minhas noites são preenchidas por sonhos, que ao acordar tenho de escrever e decifrar. São tipo alegorias ou enigmas em que cada " cena " representa algo no mundo real.

É mau mas sei que os meus tios estão juntos para onde todos iremos, a morte. Por amor a ela ele optou por ficar junto dela apesar que deveriam estar em estratos diferentes de evolução. Todos podemos regredir, subir é que não, se não formos merecedores disso. No entanto, vi o meu primo descer lá fundo e sentir-se perdido, desamparado, confuso. Terá de passar por várias etapas e privações para poder evoluir de novo. Senti que foi o desespero, e não a premeditação que o levaram a este acto de "loucura".

Sinto-me cansado. Tento preencher a minha vida com coisas materiais, de maneira ao oculto não me afectar. Contudo ele agora está por todo o lado. Esperemos que seja uma fase. Adormecer e não "dormir" e deveras fatigante."

Chamamos a atenção para a última frase: adormecer e não "dormir" é deveras fatigante. Não são raros os casos em que se produz grande desgaste físico e emocional, a requererem efectivamente acompanhamento médico. É como se a telefonia da nossa comparação estivesse ligada de dia e de noite, mal sintonizada ou transmitindo programas que desagradassem a quem tivesse de a ouvir.

Convém que se diga, também, que há muita gente que descobre que tem a faculdade mediúnica e assiste ao seu crescimento, e não passa quaisquer desconfortos.


 

É possível?

 

ola tenho 27 anos e quando era pequena a minha mae apanhava-me mts vezes a brincar na cama durante a noite e quando me dizia para dormir eu dizia que estava a brincar com o velho na altura o meu padrinho levou-me a uma senhora que me fechou o cofre isto e possivel ?

Esta questão foi-nos deixada por uma leitora num dos posts dedicados á questão do "cofre aberto".
Pergunta-nos se é possível.

1. Brincar com alguém que mais ninguém vê, é possível, sim. Pode ser um "amigo imaginário", pois as crianças ainda não sabem distinguir como nós a realidade da fantasia. Assim como imaginam que estão a brincar com um personagem de ficção (o Peter Pan, o Naruto, o Super-Homem, a Cinderela), as crianças muitas vezes imaginam amigos.

Mas também pode tratar-se de alguém que está no mundo espiritual, de um Espírito, de alguém que já "morreu". Tem havido casos em que crianças insistem em dizer que estão a brincar com Fulano, que descrevem ao pormenor, e que se vem a descobrir tratar-se de um familiar falecido ou de um antigo habitante da casa, que a criança nunca viu em fotografias nem ouviu falar.

Por isso, e segundo a filosofia espírita, o tal velho podia ser um Espírito, sim senhora. Tem-se geralmente a ideia de que os Espíritos vêm sempre para assustar, para fazer mal. Nem sempre é assim. Por isso, as crianças, que ainda não foram influenciadas por filmes e histórias de terror, costumam encarar esses fenómenos com toda a naturalidade. E com muita razão, pois os Espíritos são apenas pessoas como nós, que já viveram na Terra.

 

Acerca da questão do "cofre-aberto", que abordámos no post anterior respondendo a uma leitora, abordemos agora a parte do "cofre".

Desde sempre que houve pessoas com mediunidade, ou percepção extra-sensorial. Certos tipos de mediunidade permitem que quem possui essa característica capte a presença dos Espíritos, que os ouça, ou que os sinta, ou que os veja, ou todas essas impressões juntas.

Todos somos médiuns, mas geralmente designam-se por esse nome aqueles de nós que têm a faculdade mais desenvolvida. A mediunidade é uma característica do organismo. Não se "ensina" ninguém a ter mediunidade. Nem há garantias de quem tem mediunidade a tenha sempre, ou que quem não a tenha não venha a tê-la.

Tais pessoas, muito mais comuns do que se julga, podem experimentar boas sensações, más sensações, ou sensações nem boas nem más, consoante o tipo de Espírito cuja presença captam.

Antigamente, chamava-se aos Bons Espíritos, anjos. E chamava-se aos Espíritos perversos ou sofredores, demónios.

Uma das sensações menos agradáveis que podem ter os que sentem a presença dos Espíritos, é o conhecido "aperto no coração". Daí que a imaginação popular tenha criado o mito de que temos no peito como que um "cofre", que quando está "aberto" deve ser "fechado", para não permitir a "entrada" dos Espíritos.

Na Antiguidade, acreditava-se na Magia. A Magia, nesta acepção do termo, é a crença de que com rituais se consegue alterar o curso da Natureza. Ainda hoje há quem creia na Magia e use amuletos, ou use substâncias ou gestos rituais destinados a atrair a sorte, ou a espantar o azar...

No caso do chamado "cofre-aberto", ainda se encontram curandeiros e magos que se propõem "fechar o cofre". Dizem orações, fazem gestos rituais, às vezes usam uma chave enorme aplicada na cabeça ou no peito da pessoa, e não é raro vermos quem use uma chave ao pescoço, para manter o suposto "cofre" bem fechadinho...

Estas expedientes nasceram da necessidade de solucionar o que para muita gente é um problema. A mediunidade em si não é um problema. O que é um problema é a ignorância do que se trata, a ideia errada de que os Espíritos "entram no corpo" das pessoas. De se ignorar o mecanismo do fenómeno, nasce o medo, e o problema é o medo. Não é a mediunidade.

 

Que não nos interpretem mal... Não pretendemos de forma alguma troçar da crença nos "cofres" e nas "chaves"! São tradições antigas, e modos de interpretar fenómenos tão antigos como o mundo. 

Só que o mundo pula e avança, e hoje já não há motivo para medos irracionais. A nossa intenção é contribuir para tranquilizar os que vivem assustados com o receio de que os Espíritos lhes entrem no corpo, ou na "morada", como também popularmente se diz.

Ver, ouvir, sentir ou falar por influência dos Espíritos, é coisa normal. É uma faculdade como ver, ouvir ou cheirar. É um sexto sentido. Tem a particularidade de ser fugidio. Aparece em qualquer idade e em qualquer pessoa. E como aparece, pode desaparecer de um momento para o outro. Quando irrompe, a mediunidade pode revestir-se de aspectos desagradáveis. 

Não se pode provocar a mediunidade a ninguém, mas pode-se educar a mediunidade.

Como? Essencialmente, esclarecendo a pessoa. O que tem explicação racional deixa de ser assustador.

Os Bons Espíritos são discretos. Não se impõem, não assustam. O que pode ser desagradável para quem começa a ter sintomas de mediunidade (ou, como popularmente se diz, de "cofre aberto"), é a presença desagradável de maus Espíritos, ou, pelo menos, de Espíritos ainda pouco esclarecidos, que não se dão conta de que causam transtornos.

Muitas pessoas que têm sintomas de mediunidade a despontar vão ao curandeiro local para este lhes "fechar o cofre". Muitas vezes esse expediente resulta. Não por causa de palavras sacramentais, de gestos rituais ou de amuletos especiais. Os Espíritos menos esclarecidos, se o curandeiro for uma pessoa de Bem, com bom coração, vergam-se ao seu ascendente moral. O mesmo acontece com aqueles Espíritos que se vêm obrigados a retirar-se perante a autoridade moral de um padre. Se o padre tiver qualidades humanas, bondade, bom coração, é a sua autoridade moral que força os Espíritos ignorantes ou maus a retirarem-se, e não a água-benta ou o Latim.

Outro desenlace comum é os espíritos perturbadores, por serem ignorantes, se retirarem com medo da eficácia dos rituais e dos amuletos. Nesses casos, escreve-se direito por linhas tortas...

Sacerdotes, pastores evangélicos, curandeiros, magos, e todos os que agem por bem e por amor ao próximo, logram sucessos nesta área. O Amor é a força mais poderosa. É a força do Amor que faz o que muitos designam como milagres. E não é por acaso que se diz que "Deus é Amor"...

No Espiritismo, não temos a pretensão de nos apresentarmos como melhores que ninguém. Pelo contrário. Só Deus sabe quem está mais próximo do que mais conta, e que é precisamente a capacidade de amar a todos, até os inimigos.

E é nessa linha que o Espiritismo actua nestes casos: não repelindo os Espíritos endurecidos ou ignorantes, antes esclarecendo-os e acarinhando-os, pois eles são gente como nós. É precisamente por isso que no Espiritismo se contacta com os Espíritos. Para esclarecer os ignorantes, para colher instrução moral com os Sábios, e partilhá-la com toda a gente. No Espiritismo não há nada de "oculto", porque não há nada escondido.

A quem se abeira do Espiritismo numa situação de despontar de mediunidade, actua-se em duas frentes:

- Por um lado, esclarece-se os Espíritos que possam estar a perturbar e assustar. Mas em trabalho privado, sem a presença da pessoa e sem espectáculos.
- Por outro lado, encoraja-se a pessoa a esclarecer-se, pois o esclarecimento e o compromisso com o Bem, são a maior garantia de paz de espírito. Em vez de se colocar chaves ao pescoço, a nossa proposta é que cada pessoa seja a "chave" dos seus problemas, sem depender de ninguém: nem do padre, nem do pastor, nem do médium comerciante, nem do curandeiro, nem do guru, nem do pai-de-santo, nem do dirigente espírita.

Não nos interessa angariar adeptos para a nossa filosofia, de todo! O nosso trabalho é gratuito, é para todos, estimamos que cada pessoa tenha as suas convicções, e, no fundo, nós, espíritas, pouco fazemos. O trabalho é de cada um e é dos Bons Espíritos. Espiritismo não é profissão, e por isso mesmo os espíritas não cobram rigorosamente nada. Os centros espíritas subsistem com as quotas dos seus associados.

É uma proposta de emancipação e de Liberdade, a nossa. Dependermos apenas da nossa vontade, e, obviamente, da vontade de Deus.

Encorajamos a independência das pessoas em relação a todos os líderes terrenos. Defendemos a sujeição apenas às Leis de Deus. As Leis de Deus são, como disse Jesus, um "jugo leve", e que nos aponta o caminho da Felicidade.

Quem vive do negócio de "fechar cofres" ou de "expulsar satanazes", obviamente não gosta desta proposta...